terça-feira, setembro 21
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Cinco atletas que podem fazer história nas Olímpiadas de Tóquio

Os Jogos de Tóquio serão os primeiros em 17 anos que não terão os dois gigantes recentes das Olimpíadas: o velocista jamaicano Usain Bolt (vencedor de 9 medalhas de ouro) e o nadador americano Michael Phelps (com 23 medalhas de ouro).

Mas há vários atletas de elite que não apenas já se destacaram nos jogos anteriores de 2016, como também vem dominando amplamente seus esportes nos últimos anos.

Confira cinco atletas que podem se consolidar em Tóquio 2020.

1) Simone Biles – Ginástica
Antes mesmo de pisar no centro de Ariake, onde acontecerão as provas de ginástica artística a partir do dia 24 de julho, a americana Simone Biles de 24 anos já é a rainha dessas Olimpíadas. E embora seja considerada de longe a melhor ginasta da história, Biles não descansa.

Após sua façanha no Rio 2016, onde conquistou o recorde de quatro medalhas de ouro, ela vem conquistando nos últimos anos coisas que antes pareciam impossíveis. Por exemplo, no Campeonato Nacional dos EUA de 2019, ela realizou um salto triplo-duplo, algo que ninguém ainda havia feito. Esse movimento foi batizado de Biles II (o movimento Biles original é sua saída na rotina da barra).

2) Shelly-Ann Fraser-Pryce – Atletismo
A Jamaica nunca decepciona no atletismo e apresenta Shelly-Ann Fraser novamente. Nenhuma mulher na história ganhou mais medalhas do que ela nos 100 metros. Ela conquistou o ouro em Pequim 2008 e em Londres 2012 e, embora em 2016 não tenha conseguido ganhar o tricampeonato (ficou em terceiro) a verdade é que, com as vitórias na Copa do Mundo de Doha 2019, ela está de novo no topo das apostas.

Além disso, ela provavelmente colocará outra medalha no peito ao lado de seus companheiros de equipe, na quase imbatível equipe de revezamento 4×100 metros. Sua capacidade de manter o domínio nos 100 metros rasos durante este tempo a levou ao estrelato nas pistas, onde ela costuma surpreender com suas constantes mudanças na cor do cabelo.

3) Naomi Osaka – Tênis
A tenista número dois do mundo ganhou manchetes no mundo todo em maio passado, quando decidiu se retirar de Roland Garros em meio a sua recusa em falar à imprensa durante o torneio. Osaka explicou que tomou sua decisão com base em sua saúde mental e revelou que teve “longos períodos de depressão”.

No entanto, Osaka confirmou sua presença nas Olimpíadas de Tóquio. Embora tenha crescido nos EUA (e tenha passaporte americano), a tenista nasceu no Japão e também tem cidadania japonesa, o que a torna a maior estrela da delegação anfitriã.

4) Caeleb Dressel – Natação
Os EUA têm vários nadadores que certamente levarão medalhas em competições aquáticas (como Simone Manuel e Katie Ledecky), mas este jovem de 24 anos de Green Cove Springs, na Flórida, pode estar destinado a ocupar o “Olimpo aquático”, que já foi alcançado por Mark Spitz em Munique 72 e Phelps em Pequim 2008.

Embora Dressel já tenha conquistado duas medalhas de ouro no Rio 2016, foi nos últimos anos que ele quebrou vários recordes mundiais, sendo coroado campeão mundial de 50m e 100m nado livre e borboleta (no estilo borboleta ele detém o recorde mundial), revezamentos medley e 4×100 estilo livre. Sua glória veio no Copa do Mundo de Gwangju, na Coreia do Sul, que aconteceu em 2019.

5) Paula Pareto – Judô
A judoca argentina Paula Pareto pode ser a primeira medalhista de ouro da América Latina em Tóquio 2020. Ela terá sua prova de fogo no sábado, 24 de julho, um dia após a cerimônia de abertura. Por isso, ela desistiu de ser a porta-bandeira de seu país no desfile de inauguração, para se concentrar na reconquista do ouro na categoria abaixo de 48 quilos, que já conquistou no Rio 2016.

Pareto, natural de San Fernando, província de Buenos Aires, vem tentado manter o patamar que a levou ao topo do pódio do judô, mas terá rivais muito fortes como a japonesa Natsumi Tsunoda, que acaba de se sagrar campeã na Copa do Mundo que aconteceu em Doha em junho.
Fonte: BBC News Brasil